sexta-feira, 2 de abril de 2010

quinta-feira, 28 de maio de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Encontro com Mediadores de Base

Nossa família....

LDB e a Educação do Campo

LDB e a Educação do Campo

Se o fluxo do rio é imprevisível, as margens também o são.Parece uma imagem estática, igual, e que sempre que se repete, mas não é bem assim. Olhando com atenção podemos ver que há variações nas margens. (Ana Lucia Coelho Heckert)
1. INTRODUÇÃO
Uma lei, apesar de seu caráter formal, não é a mesma para todos. Dizendo de outra forma: ela não exerce o mesmo impacto para os diferentes segmentos de uma sociedade. Em se tratando de uma lei educacional, considerando a relação intrínseca Educação/Cultura, os interesses de um grupo são apreendidos de diferentes maneiras por outros grupos. Uma coisa é a lei e a outra coisa são as realidades possíveis a partir desta lei.
Portanto, quando se tem em vista um projeto de desenvolvimento tomando como base uma lei não se pode descartar os fatores culturais do meio a que se destina. Neste sentido, é preciso ter em vista que as influências da cultura sobre o desenvolvimento podem ter duas dimensões: a patrimonial e a organizacional. A primeira compreende o conjunto de riquezas materiais e imateriais de uma sociedade. A segunda diz respeito as regras das práticas sociais (Candeas,1999).
Mais do que um olhar crítico sobre o texto da Lei de Diretrizes e Bases, o presente artigo pretende identificar os tentáculos possíveis após dez anos de imposições, possibilidades e vontades sobrepostas. Enfim, o que se pretende é fazer um relato de que pintura foi realizada, principalmente no diz respeito a educação do campo na Bahia, considerando a matéria-prima dada. Para tanto, comecemos com um traçado histórico com o fim de compreender de qual lei estamos falando.
2. UM PASSO ATRÁS: A Origem da Matéria Prima
A atual lei educacional vigente em nosso país data do ano de 1996, fruto de contentamento e descontentamento de muitos, surgiu após seis anos de embates de opiniões entre sociedade civil e um grupo conhecido por comungar dos interesses ditos neoliberais. Ao final, aqueles se consideraram vencidos apesar de reconhecer alguns avanços.
O certo é que a nova Lei de Diretrizes e Bases para Educação já era esperada após a promulgação da Constituição de 1988. Ali, por meio do artigo 22, inciso XXIV, é dito que compete a União legislar sobre a educação do país. Abriu-se, assim, a possibilidade de uma reformulação que atendesse as necessidades do processo de redemocratização. Começou um amplo movimento de grupos da sociedade civil organizada que em diálogo com o poder legislativo propunha um projeto visando mudanças necessárias à população. Ao final, estes mesmos grupos, reuniram-se em torno de um protesto contra a aprovação da lei vigente, na qual estão contidas modificações inseridas peloSenador Darcy Ribeiro, que alegando inconstitucionalidade não considerou o processo democrático de anos de discussão. (Savianni, 1997)
Diante do exposto, surge um questionamento: a LDB proporcionou ou não a entrada de interesses neoliberais no ambiente escolar? Em linhas gerais, a luz dos nossos olhos e passado um tempo, não é possível negar o neoliberalismo presente no cotidiano escolar. Entre os interesses, citamos a subordinação da educação a valores de mercado. Em nome da eficiência, da excelência, se esquece os valores humanos e o que se vê é o estímulo a concorrência entre escolas, ou seja, a dimensão técnica tem se sobreposto adimensão ética. Também vem a tona uma escola pública onde o aluno é valorado em dinheiro, conforme aprovação ou reprovação, professores são obrigados a fabricar resultados baseados no mínimo. Compromete-se a qualidade e para buscá-la, quem pode, recorre ao ensino privado. Fica visível um conservadorismo, em meio a tantas mudanças, quem é pobre terá sempre menos chances nesta sociedade dita do conhecimento.
2. PASSEIO PELO DITO: sonhos possíveis
O artigo 28 que aponta direcionamento específico para escola do campo, está incluso no capítulo que trata da educação básica. Para tercemos comentários a respeito faz-se interessante sua leitura:
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente:
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural;
II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas;
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.
Considerando o dito podemos nos voltar para elencar as possibilidades, os sonhos e as esperanças. Isso se faz necessário porque o sonho alimenta a esperança e esta é indispensável para começar o embate rumo as conquistas. A falta da esperança fraqueja a luta e esperança sem a luta torna-se desespero (Freire, p. 10-11). Se quisermos enxergar a luta voltemo-nos, pois, as esperanças.
A primeira delas diz respeito ao fortalecimento das identidades. Sujeitos podem ir a uma escola não mais estranha ao seu cotidiano, ali eles se identificam, dialogam, conhecem e se conhecem, inclusive como grupo. Tal identificação é pertinente para a organização comunitária que sabendo quem é, também saberá o que quer. Um grupo que tem a voz de suas reivindicações estará apto a assumir sua autonomia.
Outro viés que surge é o de que o contexto não é somente o entorno, o contexto é uma categoria que educa. O ambiente, seco ou chuvoso, caatinga ou litoral, urbano ou rural, não importa, ele ensina. No caso das comunidades rurais é interessante notar sua dependência mais direta com as reações da natureza. A educação ambiental não pode ser de forma alguma sectária de uma única área de conhecimento.
Por fim, vale ressaltar a presença de um currículo que atenda os interesses das populações locais. Colocando em vista seus interesses, assume-se a essência não neutra da educação, havendo um enfrentamento das ideologias dominantes que tendem a homogeneização. Principalmente no que diz respeito a distribuição de políticas públicas.
3. UM CHOQUE DE REALIDADE: as retrancas
Diante do dito podemos examinar as realidades construídas. No geral é preciso dizer que dada a extensão e a multiplicidade étnica com que é constituída o nosso país não há que se considerar uma educação do campo e sim educações dos campos. Após apublicação da LDB, os avanços em alguns locais se devem, principalmente, a ação e pressão de organizações não governamentais juntamente com sociedade civil organizada. Percebe-se que quanto maior o poder de organização e inserção em redes de colaboração, mais a possibilidade de transformação social. O que nos faz pensar que o desenvolvimento da educação formal é precedente de uma outra educação, politizada e consciente. Contudo, não são todas as prefeituras que aceitam esta rede de colaboração, talvez temendo que esta proporcione perda de poder.
Voltando ao texto da lei, observamos que a parte que trata da educação do campo está inclusa no capítulo da Educação Básica e estariam aí os seus limites, enquanto a educação na cidade oportuniza meios para quem quer chegar ao nível superior, o campo talvez por ser atrasado na concepção de alguns só necessitaria da educação básica. Então, se houver a necessidade de professores, médicos, agrônomos, veterinários, dentre outros, devem vir da cidade grande, o que reforça a idéia do urbano como o lugar do desenvolvimento. Há o perigo de educar para o contexto da globalização onde os sujeitos devem ser conservados na periferia sócio-econômica, como diria Leonardo Boff, conservados na dimensão galinha, restritos a ciscar o seu terreiro.
Outro ponto a ser destacado é aquele que diz adaptar os conteúdos, os calendários e o material didático às condições de vida do meio rural. É sabido que diante do descaso do poder público as escolas do campo sempre foram desprovidas de quase tudo, então fala-se de adaptação mas não deixa claro quem vai pagar a conta, contando que o regime de colaboração entre os sistemas de ensino nem sempre existe e o que há é uma concorrência por número de aluno e conseqüentemente por verbas, a escola do campo por ser na maioria das vezes de ensino fundamental é, portanto, de responsabilidade do município. É o que registra os dados contidos no Plano Estadual de Educação da Bahia de 2005, referindo às matrículas destinadas à área rural em 2004:

Video Educação no Campo

http://www.educampoparaense.org/vvv

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ensino Médio do Campo

O Brasil não pode ignorar a diversidade e a grandeza do homem do campo que durante anos contribuiu bravamente para construir esta nação.

A Educação do Campo vem nos últimos anos sendo discutida com todos os segmentos da sociedade e se tornou uma prioridade para o reconhecimento dos sujeitos da área rural. As pessoas que vivem nestas áreas são sujeitos de direitos, com identificação de um modo próprio de utilização do espaço e vida social. O resgate da educação do campo vem respeitar as diversidades, sem transformá-las em desigualdades, fomentando o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais sem fazer uma ruptura com a articulação local - regional – global.

Pessoas Especiais...

Essa galerinha aí também faz parte dos nossos caminhos... cada um com seu jeitinho especial!!











E ainda está faltando muiiiita gente...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Quem Somos?

EQUIPE CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS

Vou começar a apresentação da equipe, falando um pouquinho de mim: Meu nome é Graça Regina, mas no projeto sou conhecida como "Gal". Sou Bióloga com muito orgulho e atualmente estou ensinando Biologia no Programa. Sou uma pessoa alegre, amiga, dinâmica e interativa. Gosto muito de viajar, assistir filmes e ler. Sou uma defensora da natureza e, em se tratando dos animais, sou apaixonada pelos cãezinhos, principalmente a minha cadelinha Babi.




Esse aí, é o nosso professor de Matemática e também nosso atual Articulador de Área André Soledade. É uma pessoa super paciente e muito calma, muito responsável e sempre muito amigo de todos. É uma pessoa (e uma carona também rsrs) indispensável para o programa.





Essa figura ai do lado é o nosso Professor de Física, JanCarlos, mas conhecido simplesmente com "Jan". Uma pessoa extrovertida, companheira e amiga, com ele não tem dia ruim, está sempre procurando animar o ambiente!! Também é uma pessoa (e carona) indispensável ao programa!






Essa pessoa ai do lado, não deixou que eu tirasse uma foto melhor... mas é nossa professora de Química Sandra Pita. Muito dinâmica, aplicada e extremamente responsável e companheira. Minha amiguinha de todas as horas também é bióloga e futura fisioterapeuta. Uma pessoa de bem com vida, sorridente e tranquila e muito comprometida em tudo o que faz!!




Essa aí é nossa professora de Física, Neide Pinheiro. Uma pessoa que faz a diferença!!! Extremamente competente, dinâmica e companheira. Sempre sorrindo e transmitindo todas as emoções que sente, o que a faz uma pessoa muito verdadeira. Está sempre de bem com a vida não importando os problemas... por mais que muitas vezes ela pense ao contrário!





Para finalizar a nossa apresentação, esse ao lado é Sérgio Costa, conhecido como "Sergão" nosso professor de Química no Programa. Essa figura é uma pessoa tranquila, batalhadora e amiga. Sempre ajudando as pessoas ao seu redor, principalmente nos ensinando as novas tecnologias que aprende!!



Não podemos esquecer de 2 pessoas que compartilharam muitos momentos conosco que é Fernandinha (Matemática) e Regina (Biologia). Vocês serão sempre da nossa equipe meninas... estamos sentindo muita falta de vocês...